Vídeos

Resenha: ¡Uno!

A primeira parte da nova trilogia do Green Day.

Resenha: Living Things

O que esperar do recém-lançado disco do Linkin Park?

O Minimalismo nas capas dos álbuns

O minimalismo vem sendo mais uma vez sendo requerido pelos artistas.

Resenha: The Ramones

Resenha do clássico primeiro álbum de uma das maiores e influentes bandas de todos os tempos.

Quando a música é deixada de lado

Uma crítica a maneira de enxergar a indústria fonográfica

Mostrando postagens com marcador resenha. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador resenha. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 4 de outubro de 2012

Resenha: ¡Uno!

2012 - Warner Bros. Nota: 8,0/10 ¡Uno!


O Green Day é uma banda que já tem um certo destaque no cenário musical. Muito graças á perolas como Dookie e American Idiot. Mas com “21st Century Breakdown” colocaram uma verdadeira pulga atrás da orelha do mundo todo: Onde foi parar aquela banda nervosa que gritava aos 4 cantos que o mundo (leia E.U.A.) está errado? Então este ano anunciam uma empreitada interessante: um álbum triplo, porém vendendo cada parte separada. “¡Uno!”, “¡Dos!” e “¡Tré!” fazem parte do mesmo pacote, porém são lançados em datas diferentes. Aqui avaliamos a primeira parte desta empreitada.
“Nuclear Family” abre o disco de uma forma única. Guitarras agitadas, bateria com viradas e o baixo sempre lá, presente. Lembra muito a faixa “American Idiot” (do álbum homônimo de 2004), tanto como se segue, quanto na agitação. O único ponto fraco são os vocais. Billie Joe realmente poderia ter se esforçado mais, porém não estraga a faixa, de forma alguma.
“Stay The Night” vem em seguida. Com uma pegada um tanto mais leve, mas muito com a cara do Green Day. O que faltou na ultima faixa em quesitos vocais agora sobra. Além dos vocais principais estarem ótimos, os Backing-vocals aqui fazem diferença. O instrumental praticamente impecável. Soa como uma musica do ‘Dookie’, porém mais trabalhada (e talvez menos pesada).
Um titulo um pouco batido para uma canção (vide Metallica), mas “Carpe Diem” até surpreende. Não parece muito com nada do que a banda já tenha feito até aqui. Tré Cool se faz altamente importante nessa faixa. Não que não o tenha feita anteriormente, mas é ele quem dita como a musica segue. O resto da banda também cumpre seu papel, há inclusive um solo de guitarra, algo não muito comum para a banda, mas funcionou muito bem.
Ritmo frenético e agressivo marca o começo de “Let Yourself Go”. Essa tem muito mais a ver com a banda do que o ultimo CD (21st Century Breakdown) INTEIRO. É rápida e divertida, totalmente “gostosa” de se ouvir. Toda a banda trabalha junta, guitarras, baixo e vocal na mesma sintonia. Essência punk em um grau muito elevado.
Ritmo conhecido de quem já assistiu ao trailer do álbum, “Kill The DJ” causa até uma certa estranheza, mas é uma ótima musica. Mike Dirnt se destaca aqui, não deixando seu baixo silenciar durante um minuto sequer. É uma musica interessante e dançante. Para uns isso pode ser bom, para outros a morte. Mas isso não torna a musica menos interessante. É impossível não ficar com “Someone Kill The DJ” na cabeça.
“Feel For You” é uma musica do tipo “já ouvi isso antes”. Apesar do sentimento de novidade, essa ideia ocorre tempo inteiro. Voz melosa, instrumental moderadamente rápido, porém sempre com o tal sentimento. Uma musica um tanto “descartável”. E sim, ela poderia muito bem se chamar “Extraordinary Girl Pt. 2”
O nome sugere bem. “Loss of control” vira o jogo, trazendo de volta o velho espirito veloz do grupo. Uma ótima musica, com passagens rápidas e outras mais ainda. O refrão a moda antiga cantado a duas vozes, guitarras agressivas, porém trabalhadas. Um solo muito bem feito, e também uma bateria que não para, não para e não para. Otima trilha sonora para uma corrida apressada.
“Troublemaker” é uma musica muito divertida, fácil de ser ouvida e até mesmo dançante. Destaque para o instrumental, pois é simplesmente memorável (não há como ignorar o solo de guitarra presente nesta musica). Não chega a ser agressiva, porém sua batida é incessante. Parece uma mistura de Weezer com Ramones, mas sempre deixando a marca “Green Day” bem estampada.
“Angel Blue” remete aos materiais mais antigos da banda, da melhor forma possível. Essa faixa parece uma gravação perdida de algum álbum dos anos 90. Tanto sua letra (que faz Billie Joe parecer um adolescente se declarando pra uma menininha da escola) quanto seu instrumental. Esta musica é quase crua de tão direta. Sem rodeios, sem guitarras acústicas na introdução, simplesmente grandiosa.
Um pouco monótona, “Sweet 16” chega a enjoar em certos momentos, e o principal responsável é o vocal. Não que o ideal seja gritos de revolta a todo instante, mas graças ao vocal temos a impressão de já termos ouvido essa musica antes de novo! O instrumental é bom sim, tem muito mérito, mas o vocal não desce.
Sangue novo, ainda bem. Com um pequeno toque melancólico (pequeno mesmo, porém perceptível), “Rusty James” mostra que o Green Day não se resume no passado. É aquela musica do tipo bem comportada, porém não enjoa em momento nenhum. Melodia muito harmoniosa, nada fora do lugar e é complementada com um vocal bem feito. Muito bem.
Agora para fechar o disco a primeira musica desta trilogia a ser divulgada: “Oh Love”. Guitarra leve, vocal limpo. Então a banda entra e se aumenta a intensidade. Agora com o time completo, a melodia do verso é outra coisa, muito distinto (e melhor) que o primeiro. Refrão grudento impecável. Não cumpre tão bem a função de fechar o disco, mas não é uma musica de se jogar fora.
           Chegando ao fim desse CD temos misturas de sensações. Por um lado é alegre que o Green Day reencontre a velocidade e a agressividade que estava faltando, mas ficar fazendo musicas repetidas não agrada. Apesar de tudo é uma banda bem madura apesar de tudo, e o que nos resta é esperar as outras duas partes desta trilogia. E sim, este CD vale a audição.



segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Resenha: Living Things



2012 - Warner Bros. Nota: 8.5/10

O Linkin Park surgiu em meio a época da expansão do New Metal. Eles, Korn e Limp Bizkit constantemente eram tocados no rádio, passavam na Mtv e etc. Os dois primeiros álbuns “Hybrid Theory” e “Meteora” fizeram toda uma geração querer rimar enquanto solta toda a fúria do Metal ao mesmo tempo. Mas como para todos nós, o tempo passou para eles, e em 2007 lançaram o disco “Minutes To Midnight”. Um trabalho bom e consistente, mas que não agradou a maioria pelo fato de estar mais pesado do que nunca. Então a banda entra em uma fase de experimentação e em 2010 solta “A Thousand Suns”, um álbum conceitual muito marcado pelo uso da musica eletrônica, deixando o peso de lado. Agora em 2012 a banda volta com a promessa de se re-inventar. Living Things tem a árdua missão de agradar fãs antigos e novos antes mesmo de ser lançado.
 Certo, vamos ao album.
“Lost In The Echo” começa de forma magistral, já deixando na cara o que Linkin Park é hoje. Mike rimando como antigamente, aprovado. Chester cantando o refrão, aprovado. É daquelas musicas que não importa o que você esteja fazendo, é impossível NÃO cantarolar o refrão junto. Berros: como antigamente? Não, mas isso não chega a ser necessariamente um defeito. Um dos maiores méritos dela é o fato de nos versos só ter a batida eletrônica, enquanto no refrão todos os instrumentos tocam juntos, dando um peso a mais.
Quando a banda começou a se pronunciar sobre o novo álbum, disseram que era a essência antiga com a musicalidade nova. “In My Remains” lembra muito algumas musicas antigas, como “From The Inside” do Meteora, ponto positivo. Verso tranquilo, refrão marcante. É interessante a parte do Mike Shinoda nessa musica. “Like na army, falling, one by one, by one” chega a emocionar, é algo que deve funcionar muito bem ao vivo no momento “sing-along”.
Sintetizadores. Compasso. Guitarras. “Burn It Down”! O primeiro videoclipe desse CD é um hino instantâneo. Muitos elementos antigos, como o grande uso das guitarras, Chester cantando de uma maneira rasgada, vezes beirando o gutural e também a tradicional parte “rap” da musica sendo executada de forma feroz. Hit, simples assim.
A primeira vista, “Lies Greed Misery” causa estranheza pela introdução “alegre”, mas ela logo dá lugar a um compasso pesado, arrastado e marcante. Guitarra e baixo presentes no refrão dando mais peso, auxiliando Chester  em um certo nível de agressividade de novo, bom. Destaque para o ultimo refrão, sinta a raiva dos berros e mais nada.
“I'll Be Gone” é uma meia-balada. Essa musica mostra quão bom cantor Chester é. Ele não se prende só em berros, consegue uma melodia extremamente harmoniosa com o resto do instrumental, que lembra bastante musicas do subestimado “Minutes To Midnight” (álbum de 2007).
A primeira vista “Castle Of Glass” parece ser outro musicão, com uma batida e ritmos muito interessantes, mas talvez acabe desapontando. Mike e Chester fazem um bom trabalho cantando essa musica, vocal realmente marcante e harmonioso com o resto da melodia, muito bem executadas. Ela é interessante, porém se perde na repetição. Pode ser um problema ou não, depende do ouvinte.
Nome forte para uma musica caótica. “Victimized” é uma das perolas desse álbum. Aqui sentimos a essência bruta daquele Linkin Park de 2000. Essa musica facilmente entraria em Hybrid Theory ou Meteora, tamanha a agressividade. Créditos? Injusto dizer um só nome, a banda trabalha muito bem, conjunto completo.
“Roads Untraveled” é levada para um lado que pessoalmente não gosto muito no LP. O lado “depressivo”. Piano, vocal limpo e suave. Tem o mérito de ir crescendo, mas se perde na mesmice. Nada de estrondos na musica mudando o jogo, indicando velocidade. Um tanto questionável, pois no contexto do álbum funciona perfeitamente como algum tipo de pausa, mas como musica individual não convence.
“Skin To Bone” chega a surpreender. Começa de forma relativamente calma, mas eleva-se logo de cara. Quando Chester entra o jogo já está praticamente ganho, mas ele consegue “aumentar o placar”. É como algo do ‘A Thousand Suns’, porém pesado. Deu certo.
Em "Until It Breaks" A base arrastada de Joe Hahn, casa muito bem com a voz de Mike que destila um rap nervoso. Então tudo para. Chester entra com uma voz calma e suave. Mike retorna, guitarra ao fundo, vozerio (HEY) destacado. De repente uma voz não tão conhecida, e é do guitarrista Brad Delson, que não é nenhum profissional nessa área, mas fez um bom trabalho. Um tanto experimental, mas agradou muito.
 “Tinfoil” entra logo em seguida, como um pequeno interlúdio para a ultima musica, “Powerless”. A ultima faixa do CD começa de um jeito único: piano e voz. Numb? Crawling? Não, isso é diferente. É novo e autentico. Mesmo quando a base eletrônica aumenta seu volume, os vocais e o piano estão lá, intocados.
Chegamos ao fim. O que tenho a dizer é: se você espera um “Meteora parte 2”, vai se frustrar. Se esperar um “A Thousand Suns parte 2” também. O que temos aqui é a fusão dos dois. O velho e o novo, o clássico e o atual. Mas no fim não decepciona, pois aqui temos o Linkin Park.

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Resenha: Wasting Light

2011 - RCA. Nota: 8.7/10
O Foo Fighters recentemente atingiu um patamar que poucas bandas conseguiram. Conhecidos e reconhecidos mundialmente e com um DVD gravado após um show para mais de 80 mil no estádio de Wembley, onde Jimmy Page e John Paul Jones fazem participação especial, Dave Grohl e sua trupe sentem um pouco do que é estar no topo do mundo. Mas daí o tempo passa e vem aquela sensação: já fizemos de tudo, e agora? Wasting Light é uma maneira bem pesada de responder essa pergunta.

O CD, gravado na garagem de Dave pelo mesmo produtor do Nevermind (Nirvana) e sem o uso de computadores (gravado em fitas), como prometeu o vocalista, é mais pesado que alguns dos trabalhos anteriores do Foo Fighters. O que não tinha sido avisado era que a banda crescera tanto musicalmente, quanto se tratando de poesia. Dave, amadurecido, não teve medo de arriscar e apresentou o que 15 anos de banda despertaram em sua mente.

Apesar de tudo, o álbum não vem com o selo de muitas vendas, tampouco com grandes sucessos ou hits. O primeiro single, White Limo, é uma "pancada" que acompanhou um clipe recheado do humor característico dos clipes do FF, além da participação do eterno "padrinho" Lemmy (Motorhead e companheiro de Dave no Probot). Uma música que se desloca da toada do cd, com gritos loucos e guitarras extremamente sujas.




A segunda música a possuir clipe foi Rope. Um clipe de boas vindas de volta a um terceiro guitarrista, companheiro de Grohl no Nirvana e no início do Foo Fighters, Pat Smear. Com uma estética um pouco diferente dos clipes atuais, e sua repercussão foi muito discreta, contudo, Rope tem riffs bem trabalhados e melodia constante.



O terceiro single é Walk. Como Dave já disse: "O videooclipe é uma forma de fazer propaganda de sua música. Por que não fazê-lo engraçado?". Assim é o clipe de Walk, com críticas a George Bush e Justin Bieber, um bom clipe. Longe de ser um grande hit, Walk é cantada em coro onde quer que seja tocada.



Há de se destacar músicas como These Days e Walk, melódicas, com letras que possuem teor emocional, suavemente distante da imagem de Foo Fighters que os cds anteriores nos deixam em mente.

Músicas como Miss The Misery e a primeira faixa (Bridges Burning) ditam o ritmo do CD, com ritmos pegados, e melodias gritáveis. Perfeitas para balançar a cabeça ou ensaiar gritos ao chuveiro.

I Should Have Known é uma música especial por mostrar bem a fase da banda e de seu líder. Quanto as referências a Kurt na letra da música, não há como se provar, mas há de se perceber a reflexão de Dave ao falar do passado.

A faixa Matter Of Time possui, especialmente em seu final, participação da bateria californiana de Taylor Hawkings, macaco velho entre os melhores bateristas do mundo.

A banda ainda tocou o álbum na integra diversas vezes pela internet. Uma delas foi no programa do Letterman. Bridge Burning é a primeira faixa de Wasting Light e a favorita do autor deste post.




Encabeçando festivais e festivais pelo mundo afora, o Foo Fighters volta ao mainstream do mundo do Rock maior do que nunca. No Brasil, a banda toca no recém chegado Lollapalooza. Eleito pela Rolling Stone Brasil melhor álbum de 2011, esse é Wasting Light, sem grandes inovações audíveis, porém com amadurecimento perceptível; sem grandes hits, com grandes músicas.

sábado, 7 de janeiro de 2012

Resenha: The Ramones


¡Hola Amigos!

Antes de tudo, gostaria de me apresentar. Sou um dos novos colaboradores do blog, Gabriel e hoje eu estou aqui pra fazer a resenha de um dos maiores clássicos do Rock N’ Roll: The Ramones.

Bem, Fazer elogios, tentar “explicar” o que ele significa é chover no molhado, muita gente já fez, faz e vai fazer um dia. Mas esse álbum é daqueles que se ouve uma vez, mais uma, outra e mais outra e a cada vez descobre algo novo.

Ramones é uma banda simples e complexa ao mesmo tempo. Simples, porque seu instrumental não é muito virtuoso, (poucas musicas tem solos de guitarra, por exemplo). Mas consegue ser complexo como eles conseguem se tornar empolgantes sendo tão “limitados”. O conjunto da obra, a soma toda se torna complexa. É um jargão bastante usado, mas cada musica nesse álbum se torna REALMENTE única. Desde as porradas “Beat on the Brat” e “Chainsaw” à baladas como “I Wanna Be Your Boyfriend”. Além do mega hino “Blitzkrieg Bop”. A maior parte de suas letras trata coisas simples, como o cotidiano desses quatro garotos pobres de Nova York (“Now I Wanna Sniff Some Glue”, por exemplo).

Se você não conhece, ouça-o! É diversão garantida ou seu dinheiro de volta! Se conhece, ouça-o outra vez, um clássico desses nunca é demais. O que está esperando? Hey Ho, LET’S GO!

(Observação: Esse álbum, mostra de onde vem e para onde vai uma das maiores bandas do Rock. E digo isso sem sombra de duvidas. Como curiosidade, saibam que em 2003 fizeram um álbum-tributo aos Ramones, chamado "We're A Happy Family" e conta com nomes grandes da musica, como U2, Metallica, KISS, Marilyn Manson, Red Hot Chilli Peppers e por aí vai, vale a pena conferir!)

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Resenha: The Suburbs

2010 - Merge. Nota: 9.1

Em meio de calibres grossos como o novo do LCD Soundystem ou o High Violet do The National, o septeto canadense mostrou fora das barreiras geladas de seu país o álbum mais classudo que figurou no mainstream em 2010. Se considerássemos o título do álbum como posição social, a nominação seria injusta, pois esse álbum se distância do subúrbio musical assim como sua nação de origem são os melhores em esportes no gelo, de longe.

É no mínimo estranho e confuso pensar que esse é o terceiro trabalho do grupo. Pior ainda é filosofar sobre os trabalhos anteriores. Tecnicamente eles haviam começado do topo (me recuso a fazer qualquer analogia sobre o cume das montanhas geladas do Canadá) o Funeral, lançado em 2004 é um dos álbuns mais sensacionais da década, seguido pelo Neon Bible, 2007, não tão bom quanto o anterior, porém incrível. Após 3 anos, vemos o The Suburbs receber o título de melhor álbum da década desde o Ok Computer. Imenso hype e o posto mais alto no mainstream não são desperdiçados e não deixam nenhuma brecha para discussões comerciais... The Arcade Fire did it again.

sábado, 24 de setembro de 2011

Resenha: The King Is Dead - The Decemberists

2011 - Capital Records. Nota: 8.3


The King is Dead é o nome do sexto álbum do The Decemberists. O nome claramente é uma homenagem ao aclamado The Queen is Dead dos Smiths. Colin Meloy, líder do grupo é um grande fã de Morrissey e companhia, o que faria excepcional se seu trabalho tivesse tomado influências do grupo inglês. Isso não foi feito, mas outras influências de grande importância foram tomadas, como o R.E.M que além de fazer parte na influência, está presente na produção do álbum feita por Tucker Martine e a participação especial do guitarrista da banda Peter Buck em três faixas, “Don’t Carry It All”, “Calamity Song” e “Down by the Water”.       


O disco conta com influências claras como: Bruce Springsteen, Neil Young, Bob Dylan além de R.E.M. Mesmo sendo um disco com múltiplas inspirações, exerce também seu poder influente sobre os ouvintes do álbum, transportando-o para um campo ou um daqueles filmes americanos em que um carro percorre uma enorme estrada do Texas apenas com deserto a sua volta. Aliás, o disco tem esse poder por ser gravado literalmente em uma fazenda nas redondezas de Portland, onde os integrantes da banda passaram dois meses.

Sucesso absoluto e o topo das paradas, o álbum que utiliza de instrumentos marcantes do folk rock, gaita de boca, violino, conquistou a grande massa que abriu a carteira para comprar um álbum que não agrada a maioria. A resposta da grande vendagem talvez esteja em suas influências que pode ter sido o fator decisivo para não seguir a linha do álbum anterior The Hazards of Love que não agradou tanto assim.

Don’t Carry It All já começa com os vocais de Colin Meloy aparentando querer apresentar para todos, a nova fase do grupo. Evidentemente o som dos rapazes mudou o que não é de todo ruim. The King is Dead foi lançado em Janeiro de 2011 já causando uma boa impressão e se prometendo para um dos melhores lançamentos do ano.

sábado, 17 de setembro de 2011

Resenha: Torches - Foster The People

2011 - Columbia. Nota: 7.8

Um álbum pode ser classificado como destaque se levar em consideração o número de músicas boas e possíveis hits?  Refrãos pegajosos? É certo que a grande critica das novas bandas não é lá tão exigente. A grande massa que presenteia as novas bandas com o Hype não estão preocupadas com a composição musical em si, apenas o que agradam seus ouvidos. E os californianos fizeram isso muito bem, emplacando um dos melhores debut de 2011.

Torches é o tipo de álbum que causa uma reação imediata. Ao ouvir você já tem um parecer se gostou ou não. É comum se pegar cantarolando refrões de Helena Beat ou Pumped Up Kicks mesmo tendo ouvido apenas uma vez. Aliás, essa foi considerada como hit do verão, não é pra menos, o refrão “All the other kids with the pumped up kicks/You better run, better run, outrun my gun” gruda, talvez para tirá-lo da cabeça apenas com outro refrão do álbum, porque refrão grudento é o que não falta.

Por mais esforçados que seja o primeiro álbum do Foster The People não traz nada inovador, as letras são boas, mas a falta de técnica musical nos desperta a curiosidade de como serão os próximos trabalhos. Evidente que para um debut, fizeram a aposta perfeita. O álbum soa divertido na maioria da parte e até quando apostam em músicas letras mais melódicas como Miss You e Houdini não perde o teor FUN.

O fato de o álbum ser curto é uma vantagem, não fica cansativo. A banda de Mark Foster peca somente na falta de instrumentação própria. Os shows do grupo são energéticos e ninguém fica parado, e os festivais grandes sabem disso. Pode-se dizer que o Torches seja um primo de terceiro grau do Oracular Spetacular (aliás, só eu que noto a semelhança entre Houdini e Eletric Feel?) um pouco menos bem produzido e com uma dose maior de animação. E assim como o MGMT as expectativas para o segundo álbum não serão pequenas, basta saber se a banda de Los Angeles vai preferir manter suas músicas quadradinhas e sem muita inovação, porém que agrada aos ouvidos, ou se vai à busca de seu estilo próprio como o MGMT fez com Congratulations.

domingo, 11 de setembro de 2011

O Dubstep e James Blake


Que o Dubstep é um dos estilos musicais mais extremista não temos dúvidas. Alguns amam, outros odeiam. O estilo é basicamente uma evolução do UK Garage, podendo ter toques de house music, grime, dub, reggae, 2-step, uma grande mistura musical. E o resultado? Músicas instrumentais eletrônicas com influência de texturas e ritmos digitais.

O estilo possui leves pitadas de "drum and bass" deixando as músicas com um ar Dark. Ao ouvir, a impressão de um som atmosférico é inevitável.

O londrino tem 23 anos está na lista de promessas de 2011 pela BBC. Blake é alvo das críticas que não cansam em rasgar elogios ao seu álbum homônimo lançado ainda nesse ano. E como o dubstep e tudo a sua volta é muito polêmica, tem quem diga que James é só mais um rostinho bonito feito sob medida pra apresentar o ritmo ao mainstream (fora da inglaterra).


Ao caminho do mainstream ou não, James Blake com a crítica ao seus pés, nos apresenta um álbum bem produzido, o que se pode perceber pelo grande expoente do álbum, o cover de Limit To Your Love da cantora canadense Feist.



Outro single do álbum é Wilhelm Scream, veja abaixo.




E ai, o que acharam do James Blake e o seu Dubstep?

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Resenha: Angles



Regredindo há exatamente 10 anos atrás o mundo já se deliciava com o debut de uma banda que viria a ser uma das mais influentes do século XXI e porque não ousar em dizer dos próximos anos? O legado que a banda nova yorkina formada por Julian Casablancas construiu é irreparável, principalmente para o Indie Rock propriamente dito. Ainda em datas, 2006 foi o ano escolhido para começar o hiato da banda. Três anos depois, em 2009, quando recebeu o título de banda mais influente da década de 2000 pela NME, voltaram aos estúdios para gravar seu 4º álbum de inéditas, o Angles.

Ao conferir esse resultado que veio a ser lançado no ano presente de 2011, uma pergunta deve ser feita mentalmente: “O que eu espero ouvir?” Se a resposta for, algo similar aos álbuns anteriores, então, Under Cover Of Darkness foi feita sob medida. Algo inovador, se for essa a resposta, caiu dentro do conceito do Angles. É claro o esforço por parte dos integrantes para fazer algo de inovador, com um ego confortado pelo imenso hype que possuem, o resultado não podia ser diferente. Um álbum decepcionante.

A tentativa de inovação vem logo na primeira faixa. Machu Picchu é bem sucedida, longe de ser um expoente do álbum, o balanço reggae contido na música já nos deixa claro a influência oitentista do álbum. O primeiro Single da banda, Under Cover Of Darkness foi bem recebido. Não saindo da zona de conforto, a música nos remete a sonoridade dos álbuns anteriores, o que faz dela, o grande hit do álbum. Two Kinds Of Happiness passa um pouco despercebida. O ritmo dos anos 80 se faz presente novamente.

You’re So Right com seu ritmo hipnótico mostra a influência New Wave do disco, o que faz parecer que ao invés da sonoridade setentista do primeiro álbum, a banda procura adicionar esse teor oitentista para o álbum. Taken For A Fool nos da a sensação de que nem tudo está perdido. Outra faixa que nos remete aos primórdios da banda, soa bem do começo ao fim. Games é forçada e fora do contexto. Call Me Back estampa agora, influências da bossa nova. É uma faixa gostosa de ser ouvida, mas nada memorável.

Gratisfaction tem cara de single, no contexto em que está inserida é triste dizer que é uma das melhores faixas, o que não a faz, uma ótima música. Metabolism vem acompanhada de boas guitarras, a única coisa relevante da faixa. Life Is Simple In Moonlight encerra o álbum de forma agradável. Uma boa faixa de um álbum não tão bom assim. Fato que até os membros da banda perceberam prometendo um próximo álbum ainda esse ano, sem mencionar a falta de ânimo da banda ao se apresentar nos gigantes festivais afora.

O The Strokes com o Angles nos mostra mais uma vez como se reconfortar no hype pode não ser um bom plano. Vimos isso acontecer com o Suck It And See e agora com o Angles, duas bandas, talvez as que mais desfrutaram do hype na década passada, juntamente com Coldplay, The Libertines e outras bandas. O que nos faz martelar em nossas mentes, o hype de uma banda é bom porque da visibilidade para o talento da banda, mas em contrapartida até onde isso agrada ao ponto de refletir nos trabalhos?

Qual sua opinião sobre o Angles?

domingo, 24 de julho de 2011

Resenha: What Did You Expect From The Vaccines?



Como de costume, acompanhamos todos os anos, eleitos pelo grande público, os grandes "messias" que vem com a proposta de "salvação do rock". The Vacciness é o escolhido para receber o título nesse ano. Despretensiosamente, os ingleses que compartilham seus momentos de glória nos deixa uma incógnita pelo motivo de tamanho hype.

Adiantando a estreia para 1 semana para não dividir o foco e as atenções com o tão esperado Angles do The Strokes, a estratégia depois fica clara que não faria sentido disputar com o 4º álbum da banda de Julian Casablancas. O What Did You Expect From The Vaccines está à altura de competir com o Room Of Fire ou até mesmo de Debut pra Debut, com o Is This It.

A sensação de “isso já foi feito” se faz presente no álbum inteiro com exceção de Post Break Up Sex. A economia de acordes que nos fazem lembrar os Ramones talvez seja a grande culpada. Faixas empolgantes e refrãos grudentos embalam a primeira faixa Wreckin’ Bar (Ra Ra Ra) e segue por If You Wanna, Norgaard e Wolf Pack. A Lack Of understanding remete aos The Smiths que tem seu ritmo menos frequente. Post Break Up Sex gruda. Os vocais arrastados de Justin Young aliados a um tema de fácil identificação fazem dela o grande expoente da banda.

O hype da banda poderia ser descrito por instrumentais descomplicados e as faixas de curta duração não deixam o álbum entediante e fazem com que a audição do álbum seja harmoniosa. Tal combinação nos faz perceber que o talento do grupo inglês apesar de não ser inovador justifica o hype que gira em torno deles.

domingo, 17 de julho de 2011

Resenha: Suck It And See



Se o Arctic Monkeys se vendeu no Humbug, no Suck It And See a gente sabe pra que ramo foi...

Todo mundo conhece a trajetória dos meninos de Shefield, uma história de sucesso que por sinal é muito bonita, as formas de divulgação e o crescente hype em torno da banda. Álbuns bem sucedidos, recordes quebrados, legião imensa de fãs e os críticos aos seus pés, essas foram algumas conquistas do Arctic Monkeys.

A banda comandada por Alex Turner já começou por cima, com um debut que dispensa elogios e tirou Oasis do recorde de disco de estreia vendido mais rapidamente. Passou intacta pela maldição do segundo disco com um álbum tão bom, ou melhor, quanto o antecessor. E ai a maldição foi jogado pro terceiro álbum da banda que não foi bem aceito pelos fãs da banda.

No Suck It and See, quarto album da banda, os novos darling ingleses nos confude e decepciona, com um mix enorme de heterogeneidade que de primeira audição não se faz presente. Quando se ouve o álbum pela primeira vez parece que não sabemos quando uma música muda para a outra, nem o fade out nos ajuda a tirar a impressão do álbum ser uma grande faixa de aproximadamente 40 minutos.

She’s Thunderstorms foi escolhida para encabeçar o álbum, a música segue em um padrão calmo a música inteira. A primeira música do disco é bem desviante do estilo do álbum ao todo, com uma letra séria e melodia trabalhada quando ouvimos melhor esse trabalho logo temos uma boa impressão sobre o álbum.

Tal impressão é destruída completamente pela segunda faixa do disco que chega ser vergonhosa. Em Black Treacle Alex Turner embala os primeiros versos da canção de uma forma que se assemelha a de um cantor amador. À medida que se desenrola a canção fica mais interessante, com alguns versos de uma boa composição e ritmo bom, mais ainda sim, parece uma faixa incompleta.

Se o começo da segunda canção do disco causa certa vergonha, o sentimento não se esvai na terceira.  Faixa assumidamente com a intenção de ser hit, introdução rápida que já cai no refrão, assim é Brick By Brick. Faixa totalmente repetitiva e cansativa. O desinteresse da banda é visto mais uma vez ao repetir a frase I Wanna Rock ‘n’ Roll três vezes. Pra não falar que não salva nada, os riffs de guitarra do refrão são bons.



The Hellcat Spangled Shalalala é tiro certo no meio do alvo. Até aqui temos a impressão de que as baladas do álbum são o grande ápice, Shalala nos mostra isso. Seu ritmo é calmo até chegar ao refrão onde a elevação de voz do Alex entra em conjunto com os riffs de guitarra. A canção conta com uma boa letra mais por vezes temos a grande sensação de “filler” (termo usado em inglês que pode ser traduzido para “encheção de lingüiça”).



Voltando ao assunto do começo do post, Turner disse em entrevistas que esse álbum foi mais livre de interpretações e com mais piadas em suas letras, sim, nós percebemos pelo título Don’t Sit Down Cuz I’ve Moved Your Chair que se a banda foi vendida no terceiro álbum, no quarto sabemos que foi para o ramo humorístico. A letra da canção continua nesse clima engraçadinho, mas o instrumental não tem nada de piada... O primeiro single da banda conta com um instrumental ótimo, o baixo acentuado que é característica da banda se faz presente e o “ohhhh yeah yeah yeah” já pode ser imaginado em coro da boca dos fãs nos festivais e shows da banda.



Alex de Nóbrega Turner embala mais uma de suas frases aleatórias no começo de um dos principais expoentes do álbum: Library Pictures. I’m in a vest é a frase que começa a música que segue em um ritmo explosivo que ganha de cara o público. Lembram-se do descaso da banda com algumas canções anteriores? Ele parece estar de volta, o que nós faz pensar: Descaso ou falta de inspiração? Uma contagem decrescente de 10 a 0 é inserida na música, bom, se você não ouviu o disco e está lendo isso, a falta de um pensamento “que tosco” em sua cabeça é surpresa...

All My Own Stunts é séria e bem trabalhada, tanto o ritmo quando as letras são boas. O verso que da titulo a música quando cantado com a voz desacompanhada de instrumentos de Turner soa bem, ponto.
Olha aí o baixo marcante que se faz perceptível ai novamente em Reckless Serenade. A guitarra também está lá, gostosa de ouvir. A canção apesar de boa, bem instrumentada se faz tediosa por não ter um alto e baixo, fica na mesma até o fim da música. Talvez em termo de letras essa seja a principal expoente, a letra em si é o grande fator da música.

Já conhecíamos a próxima canção pelo EP solo do Alex Turner para o filme Submarine. Piledriver Waltz ganhou uma repaginada no álbum. Mais instrumentos inseridos e tirou o ar de música acústica que continha no EP. A letra é desconexa e o ritmo continua constante, no refrão temos mais uma vez a sensação de que Alex é um amador, o que é abafado pelo profissionalismo mostrado por Jamie Cook nos riffs de guitarra que são sem dúvidas o marco da música.

Love Is a Laserquest é uma ótima balada, o ritmo calmo, e os riffs de guitarra suaves ao fundo acompanhados por uma bateria marcada nos faz bem aos ouvidos. A voz do Alex baixa quase sussurrando os versos que por sinal brigam ao páreo de Reckless Serenade pelo título de melhor letra nos dá o clima de nostalgia perfeito. Destaque para o verso: “Or darling have you started feeling old yet? Don't worry, im sure that you're still breaking hearts, with the efficiency that only youth can harness.”

A faixa título está rolando. Assim que os primeiros segundos da música atingem aos meus ouvidos imagino de imediato essa música sendo tocada em um vinil. O clima nostálgico de Suck It And See  nos invade novamente, e a imaginação nos deixa aflorar também pela cena da multidão em coro cantando “Suck it and see you never know”.



E a frase proferida por várias pessoas ao ouvir um bom disco “e foi fechado com chave de ouro” não pode ser dita sobre That’s Where You Wrong a última canção que fecha o quarto trabalho dos macacos. A letra é boa, com algumas frases e palavras desconexas, o ritmo calmo e constante é o mesmo da primeira audição que da a sensação de uma música de 40 minutos.

Em resumo, Suck It And See é o maior mix da banda. Em 12 faixas temos misturas de ritmos frenéticos desconcertos com baladas sensacionais, o descaso e as piadinhas que depois dão lugar a letras bem elaboradas e significativas. Um álbum com grandes expoentes e também alguns fracassos que nos dão a sensação que com mais 3 meses no estúdios surgiria um álbum mais heterogêneo e mais levado a sério.

terça-feira, 12 de julho de 2011

Resenha: Hot Fuss

2011 - Island. Nota: 8.9


The Killers já foi descrita como a nova cara do Rock Mundial, suas guitarras potentes, um vocalista em apogeu constante e algumas pitadas eletrônicas são características fortes da banda de Las Vegas – Nevada. Formada em 2002 por Brandon Flowers (vocal), Dave Keuning (guitarra), Mark Stoermer (baixo) e Ronnie Vannucci  (bateria) são ícones máximo do Rock Alternativo.

Hot Fuss é o álbum de estreia da banda, o mais bem sucedido e o melhor em minha humilde opinião. Lançado em junho de 2004 o debut teve ótimas criticas chegando a ser citado no livro “1001 Álbuns Para se Ouvir Antes de Morrer”. 
  
Pois bem, o disco contendo 11 faixas tem seu inicio que faz apologia ao nome da banda por conter uma história. “Jenny Was A Friend Of Mine” faz parte da Trilogia da Morte (pequena história sobre um assassinato contada em três músicas) o que se faz bem explicito no titulo, Jenny era, não é mais. Ouvimos efeitos eletrônicos logo no começo seguido por hélices de helicóptero, a voz do Brandon se faz ora calma, ora gritada, o baixo é bem destacado e a guitarra permanece nesse clima de quase agressividade acompanhada pelos altos e baixos do vocalista. Nos versos da música vemos um homem cansado de afirmar que não havia matado Jenny, porque ela era sua amiga: “Não há motivo para esse crime/Jenny era minha amiga”. A música do começo ao fim nos dá a sensação de um depoimento policial (que parece ser óbvio) essa ideia fica mais forte nos trechos: “Eu conheço os meus direitos, eu estou aqui o dia inteiro e/ Já é hora de eu ir, então avise-me se está tudo bem/ Eu simplesmente não aguento mais, eu juro que te disse a verdade”.  Uma ótima música de inicio de um ótimo álbum.

Impossível ouvir “Jenny Was a Friend Of Mine” e ao chegar ao final não vir acompanhada pelas guitarras de “Mr. Brightside”. Música obrigatória em todas as baladas alternativas, essa música se faz peça chave do álbum, é aquela música que todos já ouviram (talvez por ter tocado no seriado americano The Oc). A introdução é doce e suave, ao ouvi-la é impossível não imaginar Dave Keuning dedilhando o solo na guitarra e se conter para não aumentar o volume para ouvir Brandon cantando a história de um cara que foi traído: “Agora eles vão para a cama/ E Meu estômago está doendo”, “Mas ela está tocando o peito dele/Agora, ele tira o vestido dela.” O clipe também é fantástico, inspirado no filme preferido do vocalista Brandon Flowers (Moulin Rouge) o clipe tem aquele ar burlesco e retrata fielmente a letra da música. Ao ouvir a música fica difícil não associar aos primeiros e desastrosos concertos da banda. Mr. Brightside foi um dos maiores sucessos da banda, completamente merecido, música sensacional.

Está na hora de deixarmos a agitação um pouco de lado, “Smile Like You Mean It” está tocando. A terceira faixa do disco nos dá a certeza da homogeneidade do disco vindo com uma balada gostosa para os ouvidos. Brandon começa a música com seu teclado em volume crescente acompanhado pela guitarra de Dave, o baixo se faz outra vez bastante destacado enquanto a bateria embala a canção. Ao ouvir essa música o clima de nostalgia vem de imediato, afinal faz sete anos que o álbum foi lançado. E é propriamente esse clima nostálgico destacado nos versos da canção: “E alguém está chamando pelo meu nome/ Do fundo do restaurante/ E alguém está brincando/ Na casa que eu cresci”. Ao ouvir esses trechos, as lembranças de nossas infâncias nos acompanham deliciosamente assim como os backing vocals, que soam apetitosos aos nossos ouvidos. O solo de guitarra provoca arrepios, assim como o clipe que tem uma pegada nostálgico-fantasmagórica. Outra música bastante conhecida não somente pelos fãs da banda, mas também pelos admiradores da boa música.

Saímos de uma balada gostosa para uma música totalmente agressiva, uma explosão de instrumentos que formam o principal hit da banda “Somebody Told Me”. Os arranjos de bateria se destacam, a guitarra brilha soberana, e o baixo dá o must da música, harmonia perfeita que resulta uma música empolgante do começo ao fim. A letra da música retrata um homem tentando conquistar uma mulher, com uma pitada de humor o refrão diz: “Bem, alguém me disse/ Que você teve um namorado/Que parece uma namorada/Que eu tive em fevereiro do ano passado”. Na continuidade o homem sabe que as coisas não serão fáceis: “Eu disse que o paraíso não está perto em um lugar assim”. O clipe se passa em um deserto dos Estados Unidos, onde um telão e um Brandon performático se fazem presente. Essa talvez seja a música “cartão de visitas” da banda, conhecida por muitos, também indispensável em festas alternativas. HIT

O piano de “All These Things That I’ve Done” embala o começo da música até ser interrompido pelo baixo que leva a guitarra como companhia. A música a se julgar pelo começo pode parecer despretensiosa, o tipo de música embalada por um piano e guitarras sem distorção, mas a segunda balada do álbum nos faz querer cantar junto com o coral de igreja gospel americano o refrão marcante: “Eu tenho alma/ Mas não sou um soldado...” Indagado pelo sentido desse trecho Brandon deu uma explicação religiosa alegando que era como se ele tivesse uma vida, mas não fosse praticante. A composição ainda dá um ar de autoajuda nos trechos: “Pra estes homens/ Mentiras são pequenos e velhos pecados/ Enquanto todos estão perdidos/ A batalha é vencida...” O clipe assim como Mr. Brightiside conta com duas versões, uma inglesa e outra americana.

Um diferente ritmo de guitarra seguido por efeitos eletrônicos iniciam “Andy You’re a Star” onde Brandon mais uma vez escancara seu poder vocal ao gritar o trecho título da música. O ritmo segue calmo e misterioso, como se Brandon estivesse narrando uma história com um fundo musical. Na história em questão o personagem tenta elevar a autoestima de Andy a todo o custo “No campo, eu me lembro, você era incrível”... “Nas ruas, um rosto tão bonito passeando pela cidade”. Os backing vocals se fazem quase ausentes em toda música embalando novamente algo parecido com um coral de igreja na última repetição do refrão.

Para exemplificar a diversidade de sonoridades presente no Hot Fuss “On Top” soa totalmente eletrônica e entusiasmante. O que mais fica evidente em toda a música é realmente os eletrônicos trazendo uma bateria de acompanhamento bem discreta, assim como a guitarra que ganha todo seu espaço no solo. A letra nos faz pensar que se trata de uma rave quando cantam “O dia está acabando, e nós ainda estamos aqui/ Seu corpo está agitado, e está claro”, “Nós estamos no topo/ É só uma dança e uma agitação, huh uh”. Música de balada alternativa, muito boa.

Mais uma música que nos convida como uma guitarra. Ouvir o começo de “Change Your Mind” com fones de ouvido é sensacional. Mais uma baladinha do álbum que é gostosa de ouvir. O baixo se faz audível e é bem marcado, talvez ele, o baixo, seja o astro da canção que trata de um cara tentando conquistar uma mulher “Então, se a resposta é não/ Será que posso mudar sua opinião?”. A música não tem altos e baixos se mantendo constante do começo ao fim. Destaque para essa estrofe “Somos todos iguais/ E o amor é cego/ O Sol se foi/ Antes de raiar...” que em inglês fica até mais bonito devido às rimas, uma ótima composição.

“Believe Me Natalie” vem com seu ritmo calmo e tranquilo que se mantém em toda a música. Ótima balada, letra muito boa. Uma introdução eletrônica que segue com os tambores para abrir essa faixa sensacional. Na letra, ele pede para que Natalie o ouça com atenção e esqueça o que os outros dizem “Esqueça o que eles disseram em Soho/ deixe o "ah, não" de lado/ E acredite em mim, Natalie/ Escute-me, Natalie, escute-me/ Esta é... a sua última chance”. Tenho um apreço especial por essa faixa.

Mais uma sobre a Trilogia da Morte, “Midinight Show” começa explosiva, com a bateria impecável de Ronnie. Efeitos eletrônicos se fazem presente ao fundo, e impossível não acompanhar Brandon ao gritar “I drive faster, boooooy...”. E depois abaixar a voz cantando “If you can keep a secret...” Na música, Brandon quer levar a garota para um show a meia noite “
Eu sei o que você quer/ Eu quero te levar a um show à meia-noite hoje”.
O curioso é que as músicas que fazem parte da Trilogia da Morte iria ganhar um musical de 25 minutos baseado no videoclipe de Thriller, a banda nunca mais tocou no assunto, ao que tudo indica o projeto foi abandonado, seria incrível...

“Everything Will Be Allright” causa discórdias até entre fãs da banda, é a típica música que divide opiniões entre o ódio e o amor, e eu estou no time daqueles que a amam. Mais uma vez o eletrônico se faz bastante presente, o refrão repete bastante o título da música que aparentemente fala sobre um relacionamento conturbado “E bonequinha, eu sempre falei sério/ Você não precisa se comprometer”. Dave Keuning rasga um solo bem agudo para que a canção se acabe. A última música do álbum quebra bem esse ritmo dançante presente com esse ar de trilha sonora. Uma ótima música.